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domingo, 31 de março de 2013


Viga baldrame


Aprenda a calcular o volume total de argamassa e a decompor o traço para saber o consumo exato de areia, cimento e aditivo no revestimento de fundações


Reportagem: Bruno Loturco


Ilustrações: Sergio Colotto
Subterrâneas, vigas baldrame precisam ser impermeabilizadas. Uma das possibilidades é revesti-las com argamassa polimérica. Para saber quanto material será consumido, o primeiro passo é medir a área total das vigas.
Vamos considerar uma viga baldrame com 0,50 m de largura x 100 m de comprimento – somando todas as laterais –, resultando em área total de 50 m². Se considerarmos que 15 cm das laterais da viga também precisam ser impermeabilizados, teremos outros 30 cm a serem multiplicados pelo comprimento, resultando em 30 m² adicionais. Área total a ser impermeabilizada: 50 + 30 m² = 80 m².
É preciso considerar as instruções do fabricante com relação à espessura da camada de argamassa para garantir a impermeabilização. Neste exemplo, a espessura será de 2 cm, ou 20 mm. Esses valores nos permitem calcular o volume de argamassa a ser consumido por metro quadrado. Basta multiplicar a área pela espessura do revestimento: 1 x 1 x 0,02 m = 0,02 m³. Convertendo para litros = 20 l/m², considerando os 20 mm de espessura do revestimento. Ao multiplicar pela área total, de 80 m², teremos um consumo de 1.600 l de argamassa polimérica. Esse é o consumo da argamassa já pronta. Vamos fazer a conta inversa, decompondo o material, para saber o consumo de cada componente: areia, cimento e aditivo.
Ilustrações: Sergio Colotto
Consumo de cimentoObservando as instruções do fabricante ou do projeto, é possível saber qual é o traço recomendado. Em nosso exemplo, vamos considerar um traço de uma parte de cimento para três partes de areia média peneirada – 1:3.
Para saber o consumo de cimento, o primeiro passo é dividir o consumo de argamassa por m² – 20 l – pela proporção de areia – três partes. Assim, 20/3 = 6,66 l de cimento/m². Ao multiplicar pela área total da viga, teremos o consumo total de cimento: 6,66 l x 80 m² = 532,80 l de cimento. Considerando, de acordo com dados fornecidos pelo fabricante, que 40 l de cimento correspondem a 50 kg do material, saberemos o consumo total desse material ao dividir 532,8 / 40 = 13,32 sacos de cimento de 50 kg cada. Ou seja, 14 sacos de cimento.
Ilustrações: Sergio Colotto
Consumo de areiaPor ser fino, o cimento misturado ao aditivo ocupará os vazios da areia. Dessa maneira, não influencia o volume de argamassa. Sendo assim, o consumo de areia fina e peneirada é igual ao consumo total de argamassa, obtido no cálculo inicial. Ou seja, serão necessários 1.600 l de areia. No entanto, a areia é vendida por m³. Se 1 m³ = 1.000 l, então é preciso comprar 2 m³ de areia para revestir toda a viga com argamassa polimérica.
Consumo de aditivo A quantidade de aditivo depende da quantidade de cimento. É preciso observar as recomendações do fabricante. Neste exemplo, vamos supor que o indicado seja aplicar 1 l de aditivo a cada 20 l de cimento. Conforme vimos acima, cada saco de cimento de 50 kg é o equivalente a 40 l em volume. Transferindo os valores, precisaremos de 2 l de aditivo para cada saco de cimento.
Uma vez que o consumo de cimento previsto é de 14 sacos, basta multiplicarmos 2 l de aditivo x 14 sacos de cimento = 28 l de aditivo. Sabendo que o aditivo da nossa simulação é vendido em latas de 18 l e galões de 3,6 l, sabemos que o ideal é comprar uma lata de 18 l e três galões de 3,6 l, resultando em 28,8 l de aditivo.
Ilustrações: Sergio Colotto
Lembramos que esse é um cálculo meramente ilustrativo. Em uma situação de obra, é possível que a viga apresente imperfeições eu suas dimensões. Por isso, o recomendável é considerar uma margem de segurança de 15 a 20% a mais – a depender do treinamento da mão de obra – ao fazer o cálculo do consumo de material.
Apoio técnico: Izaias Batista da Silva Junior, técnico em edificações da Vedacit.


Retirado do site:http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/58/impermeabilizacao-de-baldrame-aprenda-a-calcular-o-volume-total-279804-1.asp

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dicas. Principais sites relacionados à Pintura.

Pintou a dúvida de como pintar sua casa? A internet pode te dar uma ajuda. Nunca foi tão fácil simular ambientes, escolher as cores, produtos, comparar preços, e conhecer as novas tendência  para sua casa.


Acompanhando as variedades nesse ramo, as empresas focada na captação e promoção da sua marca, investem cada vez mais no ambiente virtual.


Foi pensando nisso, que grandes empresas do ramo  de decoração e pintura, lançaram sites específicos para tirar dúvidas.

Pesquisando os principais sites para ajuda dos indecisos, encontrei os mais tradicionais  listados abaixo.

http://www.suvinil.com.br/
http://www.tintascoral.com.br/
http://www.lukscolor.com.br/2010/
http://www.tintasrenner-deco.com.br/pt-BR


Alguns destacam-se por oferecer até calculadora para informar quanto poderá gastar por metro quadrado, além de dar dicas de como preparar a superfície, simular ambientes.

É importante que saibamos que apesar de ter essa facilidade com o ambiente virtual sempre é necessário a ajuda de um profissional. A SERCPINT possuem profissionais capacitados para oferecer esses serviços.

A internet torna-se uma grande ferramenta, e para tal também podemos usa-la de forma a que possamos acompanhar o andamento da pintura, simulando, calculando, escolhendo o tom, a cor, a textura.

Então, mãos a obra! Quer dizer, mãos a pintura!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Segurança do Trabalho: Prevenir acidentes é a melhor ferramenta

"A importância de implantar um modelo estratégico de prevenção de acidentes na construção civil."


São constantes os acidentes nos canteiros de obra, e esses dados veem crescendo assustadoramente, só aqui foram registrados 53 com 13 mortes na capital baiana. (Simtracon-Ba).


Boas práticas no uso dos EPI'S ajudam na prevenção de acidentes

É por este motivo que abordamos aqui no nosso blog maneiras de reduzirem esses acidentes, onde se destaca o SINPATC.

O SINPATC (Sistema de Integrado de Prevenção dos Acidentes de Trabalho na Construção Civil) trata-se de uma estratégia criada por Ana Lise Pereira Dalcul da UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), busca conscientizar trabalhadores de diversas áreas da construção civil mostrando como é importante manter a segurança no ambiente organizacional.




As implantações da estratégia se dividem em seis etapas conforme a figura abaixo:



O autora do SINPATC considera importante a participação de todos os profissionais envolvidos na obra, além dos diversos setores envolvidos, é importante que o governo se faça presente na fiscalização.




 Os trabalhadores, como pessoas envolvidas diretamente na execução da obra devem ser capazes de resolver problemas de segurança e devem estar cientes do seu papel como responsáveis pela inspeção da segurança das suas próprias tarefas.


A Empresa e trabalhador devem empreender ações conjuntas que permitam um ambiente agradável e seguro, só assim vamos diminuir aos poucos os acidentes causados por negligencia de parte do funcionário e da falta de planejamento das empresas sobre segurança do trabalho.

Para conhecer mais sobre o SINPATC, acesse o site do sebrae.



domingo, 1 de maio de 2011

Déficit na Mão-de-obra qualificada da Construção Civil. Capacitai-vos!

A escassez da mão-de-obra qualificada no setor de construção civil é um dos assuntos que mais preocupam os empresários do setor.


A medida em que o setor cresce, aumentam os problemas com a contratação de pessoal no País. Sem operários muitas obras já estão em atraso e a escassez é ainda maior entre os trabalhadores de nível básico.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias, cerca de 94% das empresas de construção civil não encontram funcionários para suprir a oferta de emprego.

A solução das grandes construtoras foi incentivar programas de qualificação utilizando escolas técnicas nos canteiros de obras.

O treinamento de pessoal é um recurso utilizado para melhorar o desempenho das empresas, já que a melhoria no padrão da mão-de-obra traz:



- Maior estabilidade da mão-de-obra;


- Aprimoramento dos produtos e serviços produzidos;


- Maiores condições de adaptação aos progressos da tecnologia;


- Economia de custos pela eliminação de erros na execução do trabalho;


- Condições de competitividade mais vantajosa dada a capacidade de oferecer melhores produtos e serviços;


- Diminuição acentuada dos acidentes de trabalho e do desperdício.


Visando diminuir esse déficit, o Estado, através do Ministério do Desenvolvimento está estimulando a criação de cursos através de Programas de Qualificação de Funcionários da Construção Civil. Estima-se que os cursos deverão durar pelo menos 90 dias, e formarão 500.000 trabalhadores, usando os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.




Informações retiradas da Revista Exame Edição 991 - 4/5/2011; do site PINIweb - Acesso em 1 de maio de 2011 ; e do SENAI.

domingo, 13 de março de 2011

Dicas de como recuperar estruturas de concreto.

Em muitas situações, o concreto se degrada naturalmente ao longo do tempo ou devido a ações externas e falhas de execução. No caso específico, por problemas de corrosão natural, a SERCPINT recuperou uma torre feita de concreto localizada próximo ao litoral, especificamente na BASE AÉREA DE SALVADOR - CINDACTA III.



Como a estrutura é de suma importância para a operação do radar que ficava no alto da torre fomos contratados por uma empresa de engenharia para que o concreto fosse devidamente recuperado.

Logo abaixo segue os passos que seguimos.

1. O primeiro passo para a a recuperação estrutural é o diagnóstico das possíveis causas. As manifestações mais comuns são: fissuras e trincas, corrosão da armadura. manchas na superfície, desagregações, deformações excessivas, etc.
Diagnóstico através de registro fotográfico feito para a cliente ENGEUM-ENGENHARIA.

2. Após o diagnóstico, escolhemos uma argamassa que melhor atendesse às necessidades da obra. Nessa obra foi usado GRAUTE (Concreto fluído de alta resistência) e concreto moldável de alta resistência.



Jato de alta pressão para a remoção
de resíduos.
3. Depois de ter escolhido os materiais, fizemos a limpeza da área criando uma superfície aderente. Verificamos também a superfície com um martelo, para detectar as áreas não aderidas ou deterioradas. Para isso apicoamos e eliminamos todas as áreas deterioradas e/ou áreas não aderidas, formando arestas retas na área a ser reparada.






4. Retiramos todo o concreto em volta das armaduras corroídas, deixando, no mínimo, 2cm livres em seu contorno. Inspecionamos a ferragens quanto a redução de área resistente por oxidação. Nas armaduras muito deterioradas, houve a substituição.


Apicoamento e remoção dos detritos
5. Nas armaduras com agressão apenas superficial, limpamos com uma escova de aço e jato de areia. Depois aplicamos sobre toda a área da armadura, com um pincel, uma camada de um produto inibidor de corrosão, evitando manchar o concreto.




6. Deixamos a superfície resistente, rugosa, limpa e isenta de partículas soltas, pinturas, ou óleos que impeçam a aderência da argamassa de recuperação.


7. Para que se tenha uma melhor aderência do produto tivemos que molhar a área a ser recuperada, regulando a absorção de água da base para evitar perda de água da argamassa de recuperação.


8. A recuperação foi iniciada "chapando"a argamassa e, depois, moldando-a com uma colher de pedreiro.


9. Aplicamos em camadas de 0,5cm a 5cm no máximo, para preencher a área. Compactamos as camadas.


10. Após o tempo de "puxamento" fizemos o acabamento da área afetada, com uma desempenadeira de plástico. O tempo para a realização do acabamento é de 1 a 3 horas. E o tempo de cura para o revestimento é de 7dias no mínimo.
11. Depois da limpeza, proteção e preparo da base, montamos uma forma para as partes das colunas e vigas em situações mais críticas, onde houve a necessidade de preencher com GRAUTE. Depois das aplicações com as formas, realizamos a remoção, mas somente depois de 3 dias de cura.


Espero que tenham gostado das dicas. Você pode obter mais informações fazendo perguntas através do nosso portal de perguntas o Formspring.me.



Para obter o registro fotográfico acesse a nossa galeria de fotos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gestão de Resíduos (Parte 2) Organização do Canteiro de Obras.


A geração de resíduos sólidos nos canteiros de obra é bastante preocupante na execução dos empreendimentos, pois além do desperdício de mão-de-obra (tempo de execução de uma mesma tarefa com ambiente organizado), há também o desperdício de materiais.


Tendo em vista essa preocupação, foram desenvolvidas importantes práticas para a não-geração de resíduos nos canteiros de obra.

A gestão nos canteiros contribuem para:

1. Organizar e deixar o ambiente mais limpo.

2. Separação dos insumos evitando desperdício.

3. Possibilidade de aproveitamento de resíduos antes de descarta-los.

4. Qualificação e quantificação dos resíduos evitando possíveis desperdícios.


Para que a gestão seja feita corretamente devemos organizar o espaço visando o fluxo e o estoque dos materiais além de observar os seguintes aspectos:

I - classificação;


II - freqüência de utilização;

III - empilhamento máximo;

IV - distanciamento entre as fileiras;

V - alinhamento das pilhas;

VI - distanciamento do solo;

VII - separação, isolamento ou envolvimento por ripas, papelão, isopor etc. (no caso de louças, vidros e
outros materiais delicados, passíveis de riscos, trincas e quebras pela simples fricção);

VIII - preservação da limpeza e proteção contra a umidade do local (objetivando principalmente a conservação dos ensacados).



  • Vantagens da organização


A boa organização do espaço  facilita a estoque dos resíduos e otimiza a utilização dos insumos, além de evitar desperdícios sistemáticos na aquisição e na distribuição dos materiais.
A redução da geração de resíduos também implica redução dos custos de transporte externo e destinação final.

A prática de circular pela obra visando localizar possíveis "sobras" de materiais (sacos de argamassa, blocos que não foram utilizados, recorte de conduítes com medida suficiente para a reutilização, e etc.),  para resgatá-los de forma classificada e novamente disponibilizá-los até que se esgotem, pode gerar economia substancial. Isso permite reduzir a quantidade de resíduos gerados e otimizar o uso da mão-de-obra, uma vez que não há a necessidade de transportar resíduos para o acondicionamento.


Nos posts seguintes abordaremos mais sobre o assunto.

Até lá!


Para saber mais,
http://www.gerenciamento.ufba.br/Downloads/Manual_Residuos_Solidos.pdf

domingo, 16 de janeiro de 2011

TI, mais uma poderosa ferramenta na Construção Civil


Não é novidade dizer que o setor de construção civil está crescendo a passos largos, também é notável empreendimentos surgindo a todo o momento, porém existem dificuldades em gerenciar os processos para a construção, está faltando gestão tecnológica.

Uma poderosa ferramenta para a decisão das diversas empresas e as que atuam no ramo da construção civil está na tecnologia da informação.

Existem algumas empresas que atuam no mercado de TI oferecendo desde softwares para auxiliar a execução das suas tarefas sem que haja surpresas na hora de entregar os empreendimentos, até consultorias e treinamentos especializados no setor de sistemas de informação, uma delas é a 90 Tecnologia da Informação (90Ti), com o fornecimento de softwares específicos para o segmento de engenharia há 25 anos. Há também muitas outras, porém vamos focar nesta por motivos de concessão de imagem da mesma.




Gustavo Faleiro, gerente de relacionamento da 90ti afirma que existe ainda desconhecimento por parte dos executivos, onde numa abordagem do assunto ele salienta: [...] “a empresa já passou por diversas situações ao longo desses anos, que nos fizeram perceber que existe uma deficiência nessa área, algumas vezes por parte dos fornecedores e outras por parte das empresas usuárias dos sistemas”.  Segundo ele o tema deve ser mais explorado, pois, parte dos executivos das empresas do setor de construção, os mesmo não dão o valor necessário a tais ferramentas de gestão, omissão que pode ser perigosa para a sobrevivência da organização.


Mesmo obtendo os softwares, os funcionários das empresas usuárias do sistema, têm que ser treinadas para operar de maneira a dar bons resultados, o que não acontece com a maioria das empresas contratantes dos produtos e serviços.




De acordo com a entrevista do presidente da empresa CTE (empresa especializada em gestão tecnológica) Sr. Souza, concedida para a 90ti, “As empresas montaram suas estratégias de crescimento, porém não planejaram as atualizações do seu sistema de gestão, necessárias para sua própria sustentação. Temos observado que os níveis de diretoria, gerência e coordenação hoje têm poucos dados para análise e tomada de decisões em tempo hábil, a fim de evitar insatisfação dos clientes e/ou perda de competitividade, e não existem controles que permitem o monitoramento de cada processo, visando atender às metas empresariais”, afirma o engenheiro.


Por este motivo que torna-se vital o conhecimento e a aplicação de novas tecnologias com suas ferramentas de gerenciamento de dados para ajudar no processo de decisão dos executivos, principalmente se tratando de setores tão complexos que envolvem a gerência de recursos humanos e de insumos para a criação de empreendimentos que devem ser entregues em tempo recorde.

Então, sua empresa já pensou em contratar uma empresa especializada em sistema de gestão?


Fica a dica!


Até a próxima!

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Implantação da Gestão de Resíduos (Parte 1)


A Construção Civil é reconhecida como uma das mais importantes atividades para o desenvolvimento econômico e social, e,  por outro lado, comporta-se, ainda, como grande geradora de impactos ambientais, quer seja pelo consumo de recursos naturais, pela modificação da paisagem ou pela geração de resíduos.


Entulho na Construção Civil,
um problema grave.

Buscando descrever como se aplica a gestão de resíduos sólidos nos canteiros de obra para tentar ajudar a esclarecer um pouco sobre esta problemática, a SidusCon-SP no seu manual, propõe as seguintes ações:




Reunião inaugural

Retirado do site Siduscon SP
Tem por objetivo: a apresentação dos impactos ambientais provocados pela falta do gerenciamento dos resíduos da construção e demolição nas cidades; ii) mostrar de que modo as leis e as novas diretrizes estabelecem um novo processo de gerenciamento integrado desses resíduos e quais são suas implicações para o setor da construção civil; iii) esclarecer quais serão as implicações no dia-a-dia das obras decorrentes da implantação de uma metodologia de gerenciamento de resíduos.




Planejamento



Realizado a partir dos canteiros de obra visando: i) levantamento de informações junto às equipes de obra, identificando a quantidade de funcionários e equipes,  área em construção, arranjo físico do canteiro de obras (distribuição de espaços, atividades, fluxo de resíduos e materiais e equipamentos de transporte disponíveis), os resíduos predominantes, empresa contratada para remoção dos resíduos, locais de destinação dos resíduos.





Implantação

Iniciada imediatamente após a aquisição e distribuição de todos os dispositivos de coleta e respectivos acessórios, por meio do treinamento de todos os operários no canteiro, com ênfase na instrução para o adequado manejo dos resíduos, visando, principalmente, sua completa triagem. Envolve também a implantação de controles administrativos, com treinamento dos responsáveis pelo controle da documentação relativa ao registro da destinação dos resíduos.



Monitoramento

Avaliar o desempenho da obra, por meio de check-lists e relatórios periódicos, em relação à limpeza, triagem e destinação compromissada dos resíduos. Isso deverá servir como referência para a direção da obra atuar na correção dos desvios observados, tanto nos aspectos da gestão interna dos resíduos (canteiro de obra) como da gestão externa (remoção e destinação). Devem ser feitas novas sessões de treinamento sempre que houver a entrada de novos empreiteiros e operários ou diante de insuficiências detectadas nas avaliações.




Após a implantação destas ações existem outras seqüências de atividades a serem desenvolvidas para o sucesso da implantação da Gestão dos Resíduos Sólidos propostos pelo Manual da Siduscon-SP .

Nas demais postagens, vamos descrever tais propostas.
Você poderá encontrar as informações clicando nas tags abaixo relacionado com este assunto.



Então até o próximo post.

 --
TEXTO ADAPTADO, retirado do site:
A Gestão Ambiental de Resíduos da Construção Civil - A experiência do SindusCon-SP; São Paulo, 2005

sábado, 1 de janeiro de 2011

Nasce um novo dia!

Que este ano seja de realizações, que seja lindo, e tão verdadeiro como a magia do sorriso de uma criança.

sábado, 27 de novembro de 2010

ECO CASAS. Construções Eco Sustentáveis.

Folheando as páginas do Facebook, percebi que a CASA se tornou bem mais que um refúgio, ela é também sinônimo de sustentabilidade e reflete muito bem o cenário econômico que o nosso país vem vivendo.

Devemos nos atentar as mudanças, principalmente quando elas são positivas.
A ECO SUSTENTABILIDADE deixa de ser somente um ideal de ativistas e passam a figurar no sentido da realidade.

Abaixo estão os exemplos de que poderemos construir casas com responsabilidade ecológica.


Compacta e moderna. Com revestimento de eco tapetes.



Se integram totalmente ao ambiente,
se adequando a qualquer lugar


Beleza é um ítem constante nessas casas. Traços simples e agradáveis.

A arquitetura fica com a parte de torna-las agradáveis.




A natureza deixa de ser uma parte para se tornar um todo.
A natureza nunca foi tão contemplada como agora.
 Está é uma prova de que somos capazes de integrar-mos ao ambiente de modo sustentável.

Para ver mais fotos acessem: http://www.facebook.com/album.php?aid=31098&id=100000741773619&page=2

Imagens retirada do Perfil no FaceBook ECODOMO.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Já pensaram em morar numa casa de plástico?



As Casas de Plásticos tornou-se realidade.  São fabricadas com materiais reaproveitados como garrafas PET, já conhecidas pela sua aplicação em diversos ramos da reciclagem.


As casas são construídas com estruturas de aço de alta resistência com placas de Polietileno de alta densidade (PEAD) e 100% recicladas como fechamento.

Casa feita com PEAD ( Polietileno de Alta Densidade) 100% reciclado.


As placas são fixadas através de perfis de PVC no sentido vertical e perfis "H" no sentido horizontal. Os perfis são galvanizados, de modo a evitar a corrosão. As placas recebem espuma de poliuretano, visando uma proteção térmica e acústica. Juntamente com o poliuretano, as telhas de fibra vegetal têm a finalidade de aumentar o conforto térmico interno, por não transmitir calor.  Para a cobertura, também podem ser empregadas telhas cerâmicas ou de madeira.


Casa montada em formato de " H ".



Quando montadas, as paredes recebem uma camada de gesso, a fim de possibilitar os acabamentos, que podem ser feitos com textura acrílica, pintura convencional ou até com revestimento cerâmico. As instalações elétricas e hidráulicas podem ser externas ou embutidas no revestimento de gesso.

Após receber gesso, nem parece que é feita de plástico




Oportunidade de Negócio.

No Rio Grande do Sul, a Construtora Romeu Chap Chap estava vendendo no País uma casa de plástico reforçado, que fica pronta em cerca de dez dias e custa R$ 20 mil. A residência é considerada uma alternativa para famílias de baixa renda.


A Garrafa PET que vira Telha.


  em Manaus, o engenheiro eletrônico Luiz Antônio Pereira Formariz começou a investir na resina polietieleno tereftalato, tradicionalmente usadas em embalagens de refrigerante e água mineral, para fazer telhas. Assim, fundou a empresa Telhas Leve. O custo do metro quadrado do produto é de R$ 39, duas vezes mais alto que o da telha convencional de barro, que gira em torno de R$ 19. Mas, de acordo com Formariz, devido à sua leveza.

                  

O plástico torna-se essencial também na construção civil, sendo uma alternativa para os fabricantes de materiais e para os construtores, além de tornar real o sonho da casa própria para muitos brasileiros de baixa renda.




Para Saber mais...



Por: Uenderson Silva

domingo, 10 de outubro de 2010

Escassez de mão de obra na construção civil preocupa empresários do setor.



"A mão de obra já está ficando escassa", disse o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)”, Luiz Antonio Nogueira de França.

Nunca foram tão bons os indicadores de empregabilidade no setor de construção civil, isso faz parte de uma economia sólida e voraz que cresce em ritmo frenético apoiado pelas facilidades no financiamento da casa própria, e pelo “boom” na procura do setor imobiliário.


Canteiro de obra na Bahia



No entanto as empresas de construção já deram o sinal de alerta! O problema é que o aumento pela oferta de emprego tem provocado também a escassez de mão de obra qualificada para a indústria da construção civil.


A cada esquina vemos empreendimentos sendo lançados e a demanda de profissionais qualificados já não suporta mais esse crescimento acelerado.

As empresas do ramo tentam com grande esforço contratar os poucos que ainda pleiteiam as vagas restantes, entre as mais procuradas são: pedreiros, carpinteiros, eletricistas entre outros.


Ajudantes é o que não faltam, porém muitos não são capazes de cumprir com o recomendável pelas construtoras, atrapalhando a produtividade e tornando perigosa a sobrevivência das pequenas empresas terceirizadas para os serviços de construção!


É crescente a quantidade
de empreendimentos

 A ascendência no setor da construção evidencia a  necessidade de investir em cursos profissionalizantes para qualificar os existentes no mercado e atrair os mais novos para suprir o déficit de funcionários. Torna-se necessário também a implantação uma política de incentivo na permanência desses profissionais, já que é alta a rotatividade.



“Qual pedreiro gostaria de fazer carreira numa empresa de construção, sendo que as mesmas não possuem uma perspectiva de contratação em longo prazo? Os desafios das PME’s, que são as maiorias responsáveis pela contratação do pessoal, estão em atrair os melhores e motivá-los de maneira que eles se identifiquem com a empresa” diz José Amauri, presidente da SERCPINT, que atua há mais de vinte anos no mercado.


O futuro do setor imobiliário é incerto quanto ao suprimento das grandes construtoras para a  entrega dos empreendimentos no prazo previsto, evitando multas e prejuízos.  A situação tende a piorar por dois motivos:


  1. É o início das obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016.
2.       É o começo da construção das cerca de um milhão de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Isso, sem contar a segunda etapa do projeto, que deve ser anunciada no fim deste mês.

Também há uma preocupação por parte das construtoras na qualidade dos serviços prestados por causa de profissionais que são contratados as pressas para tentar suprir a demanda imobiliária.

Minha Casa Minha Vida é o projeto que mais prevê a
construção de casas populares.
É preciso buscar novas alternativas de contratação e qualificação do pessoal, além de mantê-los motivados, a solução poderia ser buscar outras pessoas em estados ou países vizinhos.

Por: Uenderson Silva





sábado, 4 de setembro de 2010

Como é feito o CIMENTO?

Matéria prima essencial que misturado com areia e brita está presente em quase todas as obras, desde construções mais simples, até as mais grandes e complexas como: pontes, usinas, estádios, monumentos, casas  e outras infinidades de aplicações que podem ser feitas, - o cimento é indispensável para o desenvolvimento da sociedade como todo.


Mas você sabe como é feito este composto químico de enorme utilidade que dá vida aos nossos sonhos?


Pedra de Calcário,
- usada para a produção do cimento


Chamado de  “caementum” foi criado na antiga Roma e aperfeiçoada no Egípcio, era basicamente feita de Cal e cinza vulcânica do Monte Vesúvio, que fica na região de Pozzuoli.






Joseph Aspdin
O cimento, muito semelhante ao que conhecemos hoje, foi desenvolvido pelo químico britânico Joseph Aspdin, de Leeds, que batizou o material com o nome de cimento portland, devido à semelhança de sua cor e de outras características com a de um tipo de pedra encontrada na Ilha de Portland, na Inglaterra, utilizada para construção.
                                                                                                                                            



 O processo de fabricação do cimento não é tão simples como parece, para  produzir o cimento é preciso que:


1 - Caminhões levam à fábrica as duas matérias-primas do cimento (calcário e argila), inicialmente armazenadas em um galpão

2 - Os dois materiais são misturados e moídos até virarem um pó fino

3 - O pó resultante é armazenado em silos para que se misture até ficar bem homogêneo

4 - A mistura é levada à chamada torre de pré-aquecimento, onde é submetida a temperaturas de até 900ºC

5 - Neste enorme forno cilíndrico rotativo, a uma temperatura de 1450ºC, a mistura de calcário e argila gira até fundir. Resultado: ela se condensa em bolotas, chamadas de clínquer

6 - Ao sair do forno, o clínquer é armazenado neste depósito circular e deixado para resfriar

7 - Agora, o cimento já está quase pronto. Nesta etapa, basta acrescentar gipsita, o mesmo material usado para fazer gesso

8 - A mistura é moída novamente até virar pó

9 - O produto final é armazenado em silos e depois empacotado em sacos para distribuição.




No vídeo abaixo feito com o jornalista Renato Machado,  produzido pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) sobre a fabricação do Cimento descreve todas as etapas desse processo complexo.



Bom é isso aí espero que tenham gostado. 

domingo, 15 de agosto de 2010

Telhado. É melhor aplicar resina ou trocar?

"Não me conformo de ter que jogar um telhado inteiro fora, posso resina-lo??" -- Belita Abyara. Via Twitter: @belita_abyara.


Pois bem! Não é de hoje que práticas de aplicação de resina vem sendo tomadas como alternativa para deixar o telhado da sua casa cada vez mais bonita e protegida.  Pensando nisso, várias pessoas como a Belita Abyara (Corretora de Imóveis) optam por reaproveita-los de maneira eficiente.  No entanto devemos tomar muito cuidado na escolha dos produtos e dos profissionais contratados para executar os serviços de impermeabilização.





Existem vários produtos no mercado e empresas que prestam serviços de reforma, resinas com diferentes tonalidades, composições, e variadas marcas além das tradicionais dão uma opção para que você não pense em descartar seu telhado tão cedo.



Para uma boa aplicação devemos:

- Remove-las com cuidado, para que não seja desperdiçada no ato de remoção.

- Coloca-las na posição vertical, para o melhor armazenamento.

- Padronizar as telhas, facilitando o trabalho de encaixe e manutenção do telhado.

- Verificar o "Empenamento" das telhas, evitando o desgaste da madeira proveniente de infiltrações e sujeiras que possam danificar a estrutura do telhado.

- Limpar as telhas com jato de alta pressão, removendo todos os resíduos para uma boa aplicação.

- Aplicar a resina nas telhas após as mesmas estarem secas e sem resíduos.



Os profissionais da SERCPINT são especialmente treinados para atender as exigências de alto acabamento, ou seja temos a preocupação em agrada-los, para possível indicação.

Agora fica a sua escolha se realmente você vai trocar seu telhado ou reaproveita-lo.


Abraços para todos que lêem nossos posts.

Até a próxima!

Dúvidas a respeito, mande sua pergunta que responderemos o mais breve possível: http://www.formspring.me/sercpint


domingo, 1 de agosto de 2010

Novos materiais na construção civil. A criatividade no momento de crise.

 Em 2006 a indústria da construção civil passou por uma drástica crise.  O fator principal foi o  aumento dos combustíveis fósseis que provocou na época altos custos no transporte dos materiais, e logo após o ocorrido, estimulou-se então a criatividade das indústrias, engenheiros, arquitetos e profissionais do setor.

  
A partir dessas constantes buscas e pesquisas, foram criados materiais que na época eram considerados inovadores, ou seja, surgiram os produtos alternativos: telhas em fibras vegetais, tijolos feitos com “terra crua”, estruturas feitas com reaproveitamento de materiais recicláveis e até o concreto translúcido.   Vários destes produtos já estão sendo experimentados e demonstrados em protótipos da habitação de interesse social, que estão sendo construídos em diferentes cidades brasileiras.




O que mais me chamou a atenção foi o concreto translúcido patenteado pelo húngaro Aron Losonczi juntamente com o sócio alemão.
Parede com o Concreto Translúcido.

O light transmitting concrete (LiTraCon – concreto transmissor de luz) é um pré-fabricado de concreto e fibra ótica, na proporção de 95% de concreto para 5% de fibra ótica. 








Luminária feita com Concreto Translúcido.
Ele permite até 70% de transparência e possui as mesmas qualidades de resistência de um bloco de concreto. A espessura pode variar de 2 a 50 centímetros. O preço gira em torno de mil euros por metro quadrado, afirmou Andreas Bittis, representante da LiTraCon na Alemanha.





Processo de assentamento dos Tijolos

Outro material que merece  destaque é o chamado Tijolo Ecológico (modular de solo cimento). Fabricados a partir de  da prensa de 70% de areia e o restante de cimento , passam a mistura por um triturador e moldam os tijolos.




Processo de prensa para o tijolo.


Ao invés de irem ao forno, os blocos produzidos a frio permanecem sete dias protegidos do sol. Durante essa fase, é preciso molhar as peças periodicamente, o que dá a liga.  Esse tipo de fabricação é chamado de ecológico porque não utiliza a queima de madeira para o cozimento do bloco, sendo este apropriado para a natureza.




É notável o quanto a criatividade foi importante para o desenvolvimento dos materiais na construção civil.
Muitos outros materiais hão de aparecer, pois o mundo caminha para o desenvolvimento sustentável e serão recompensadas a empresas que se comprometerem em caminhar e crescer junto com o meio ambiente.

Postado por: Uenderson Silva.

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