Em muitas situações, o concreto se degrada naturalmente ao longo do tempo ou devido a ações externas e falhas de execução. No caso específico, por problemas de corrosão natural, a SERCPINT recuperou uma torre feita de concreto localizada próximo ao litoral, especificamente na BASE AÉREA DE SALVADOR - CINDACTA III.
Como a estrutura é de suma importância para a operação do radar que ficava no alto da torre fomos contratados por uma empresa de engenharia para que o concreto fosse devidamente recuperado.
Logo abaixo segue os passos que seguimos.
1. O primeiro passo para a a recuperação estrutural é o diagnóstico das possíveis causas. As manifestações mais comuns são: fissuras e trincas, corrosão da armadura. manchas na superfície, desagregações, deformações excessivas, etc.
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Diagnóstico através de registro fotográfico feito para a cliente ENGEUM-ENGENHARIA. |
2. Após o diagnóstico, escolhemos uma argamassa que melhor atendesse às necessidades da obra. Nessa obra foi usado GRAUTE (Concreto fluído de alta resistência) e concreto moldável de alta resistência.
Jato de alta pressão para a remoção de resíduos. |
3. Depois de ter escolhido os materiais, fizemos a limpeza da área criando uma superfície aderente. Verificamos também a superfície com um martelo, para detectar as áreas não aderidas ou deterioradas. Para isso apicoamos e eliminamos todas as áreas deterioradas e/ou áreas não aderidas, formando arestas retas na área a ser reparada.
4. Retiramos todo o concreto em volta das armaduras corroídas, deixando, no mínimo, 2cm livres em seu contorno. Inspecionamos a ferragens quanto a redução de área resistente por oxidação. Nas armaduras muito deterioradas, houve a substituição.
Apicoamento e remoção dos detritos |
5. Nas armaduras com agressão apenas superficial, limpamos com uma escova de aço e jato de areia. Depois aplicamos sobre toda a área da armadura, com um pincel, uma camada de um produto inibidor de corrosão, evitando manchar o concreto.
6. Deixamos a superfície resistente, rugosa, limpa e isenta de partículas soltas, pinturas, ou óleos que impeçam a aderência da argamassa de recuperação.
7. Para que se tenha uma melhor aderência do produto tivemos que molhar a área a ser recuperada, regulando a absorção de água da base para evitar perda de água da argamassa de recuperação.
8. A recuperação foi iniciada "chapando"a argamassa e, depois, moldando-a com uma colher de pedreiro.
9. Aplicamos em camadas de 0,5cm a 5cm no máximo, para preencher a área. Compactamos as camadas.
11. Depois da limpeza, proteção e preparo da base, montamos uma forma para as partes das colunas e vigas em situações mais críticas, onde houve a necessidade de preencher com GRAUTE. Depois das aplicações com as formas, realizamos a remoção, mas somente depois de 3 dias de cura.
Espero que tenham gostado das dicas. Você pode obter mais informações fazendo perguntas através do nosso portal de perguntas o Formspring.me.
Para obter o registro fotográfico acesse a nossa galeria de fotos.