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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Segurança do Trabalho: Prevenir acidentes é a melhor ferramenta

"A importância de implantar um modelo estratégico de prevenção de acidentes na construção civil."


São constantes os acidentes nos canteiros de obra, e esses dados veem crescendo assustadoramente, só aqui foram registrados 53 com 13 mortes na capital baiana. (Simtracon-Ba).


Boas práticas no uso dos EPI'S ajudam na prevenção de acidentes

É por este motivo que abordamos aqui no nosso blog maneiras de reduzirem esses acidentes, onde se destaca o SINPATC.

O SINPATC (Sistema de Integrado de Prevenção dos Acidentes de Trabalho na Construção Civil) trata-se de uma estratégia criada por Ana Lise Pereira Dalcul da UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), busca conscientizar trabalhadores de diversas áreas da construção civil mostrando como é importante manter a segurança no ambiente organizacional.




As implantações da estratégia se dividem em seis etapas conforme a figura abaixo:



O autora do SINPATC considera importante a participação de todos os profissionais envolvidos na obra, além dos diversos setores envolvidos, é importante que o governo se faça presente na fiscalização.




 Os trabalhadores, como pessoas envolvidas diretamente na execução da obra devem ser capazes de resolver problemas de segurança e devem estar cientes do seu papel como responsáveis pela inspeção da segurança das suas próprias tarefas.


A Empresa e trabalhador devem empreender ações conjuntas que permitam um ambiente agradável e seguro, só assim vamos diminuir aos poucos os acidentes causados por negligencia de parte do funcionário e da falta de planejamento das empresas sobre segurança do trabalho.

Para conhecer mais sobre o SINPATC, acesse o site do sebrae.



sábado, 16 de julho de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

Déficit na Mão-de-obra qualificada da Construção Civil. Capacitai-vos!

A escassez da mão-de-obra qualificada no setor de construção civil é um dos assuntos que mais preocupam os empresários do setor.


A medida em que o setor cresce, aumentam os problemas com a contratação de pessoal no País. Sem operários muitas obras já estão em atraso e a escassez é ainda maior entre os trabalhadores de nível básico.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias, cerca de 94% das empresas de construção civil não encontram funcionários para suprir a oferta de emprego.

A solução das grandes construtoras foi incentivar programas de qualificação utilizando escolas técnicas nos canteiros de obras.

O treinamento de pessoal é um recurso utilizado para melhorar o desempenho das empresas, já que a melhoria no padrão da mão-de-obra traz:



- Maior estabilidade da mão-de-obra;


- Aprimoramento dos produtos e serviços produzidos;


- Maiores condições de adaptação aos progressos da tecnologia;


- Economia de custos pela eliminação de erros na execução do trabalho;


- Condições de competitividade mais vantajosa dada a capacidade de oferecer melhores produtos e serviços;


- Diminuição acentuada dos acidentes de trabalho e do desperdício.


Visando diminuir esse déficit, o Estado, através do Ministério do Desenvolvimento está estimulando a criação de cursos através de Programas de Qualificação de Funcionários da Construção Civil. Estimasse que os cursos deverão durar pelo menos 90 dias, e formarão 500.000 trabalhadores, usando os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.




Informações retiradas da Revista Exame Edição 991 - 4/5/2011; do site PINIweb - Acesso em 1 de maio de 2011 ; e do SENAI.

domingo, 13 de março de 2011

Dicas de como recuperar estruturas de concreto.

Em muitas situações, o concreto se degrada naturalmente ao longo do tempo ou devido a ações externas e falhas de execução. No caso específico, por problemas de corrosão natural, a SERCPINT recuperou uma torre feita de concreto localizada próximo ao litoral, especificamente na BASE AÉREA DE SALVADOR - CINDACTA III.



Como a estrutura é de suma importância para a operação do radar que ficava no alto da torre fomos contratados por uma empresa de engenharia para que o concreto fosse devidamente recuperado.

Logo abaixo segue os passos que seguimos.

1. O primeiro passo para a a recuperação estrutural é o diagnóstico das possíveis causas. As manifestações mais comuns são: fissuras e trincas, corrosão da armadura. manchas na superfície, desagregações, deformações excessivas, etc.
Diagnóstico através de registro fotográfico feito para a cliente ENGEUM-ENGENHARIA.

2. Após o diagnóstico, escolhemos uma argamassa que melhor atendesse às necessidades da obra. Nessa obra foi usado GRAUTE (Concreto fluído de alta resistência) e concreto moldável de alta resistência.



Jato de alta pressão para a remoção
de resíduos.
3. Depois de ter escolhido os materiais, fizemos a limpeza da área criando uma superfície aderente. Verificamos também a superfície com um martelo, para detectar as áreas não aderidas ou deterioradas. Para isso apicoamos e eliminamos todas as áreas deterioradas e/ou áreas não aderidas, formando arestas retas na área a ser reparada.






4. Retiramos todo o concreto em volta das armaduras corroídas, deixando, no mínimo, 2cm livres em seu contorno. Inspecionamos a ferragens quanto a redução de área resistente por oxidação. Nas armaduras muito deterioradas, houve a substituição.


Apicoamento e remoção dos detritos
5. Nas armaduras com agressão apenas superficial, limpamos com uma escova de aço e jato de areia. Depois aplicamos sobre toda a área da armadura, com um pincel, uma camada de um produto inibidor de corrosão, evitando manchar o concreto.




6. Deixamos a superfície resistente, rugosa, limpa e isenta de partículas soltas, pinturas, ou óleos que impeçam a aderência da argamassa de recuperação.


7. Para que se tenha uma melhor aderência do produto tivemos que molhar a área a ser recuperada, regulando a absorção de água da base para evitar perda de água da argamassa de recuperação.


8. A recuperação foi iniciada "chapando"a argamassa e, depois, moldando-a com uma colher de pedreiro.


9. Aplicamos em camadas de 0,5cm a 5cm no máximo, para preencher a área. Compactamos as camadas.


10. Após o tempo de "puxamento" fizemos o acabamento da área afetada, com uma desempenadeira de plástico. O tempo para a realização do acabamento é de 1 a 3 horas. E o tempo de cura para o revestimento é de 7dias no mínimo.
11. Depois da limpeza, proteção e preparo da base, montamos uma forma para as partes das colunas e vigas em situações mais críticas, onde houve a necessidade de preencher com GRAUTE. Depois das aplicações com as formas, realizamos a remoção, mas somente depois de 3 dias de cura.


Espero que tenham gostado das dicas. Você pode obter mais informações fazendo perguntas através do nosso portal de perguntas o Formspring.me.



Para obter o registro fotográfico acesse a nossa galeria de fotos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gestão de Resíduos (Parte 2) Organização do Canteiro de Obras.


A geração de resíduos sólidos nos canteiros de obra é bastante preocupante na execução dos empreendimentos, pois além do desperdício de mão-de-obra (tempo de execução de uma mesma tarefa com ambiente organizado), há também o desperdício de materiais.


Tendo em vista essa preocupação, foram desenvolvidas importantes práticas para a não-geração de resíduos nos canteiros de obra.

A gestão nos canteiros contribuem para:

1. Organizar e deixar o ambiente mais limpo.

2. Separação dos insumos evitando desperdício.

3. Possibilidade de aproveitamento de resíduos antes de descarta-los.

4. Qualificação e quantificação dos resíduos evitando possíveis desperdícios.


Para que a gestão seja feita corretamente devemos organizar o espaço visando o fluxo e o estoque dos materiais além de observar os seguintes aspectos:

I - classificação;


II - freqüência de utilização;

III - empilhamento máximo;

IV - distanciamento entre as fileiras;

V - alinhamento das pilhas;

VI - distanciamento do solo;

VII - separação, isolamento ou envolvimento por ripas, papelão, isopor etc. (no caso de louças, vidros e
outros materiais delicados, passíveis de riscos, trincas e quebras pela simples fricção);

VIII - preservação da limpeza e proteção contra a umidade do local (objetivando principalmente a conservação dos ensacados).



  • Vantagens da organização


A boa organização do espaço  facilita a estoque dos resíduos e otimiza a utilização dos insumos, além de evitar desperdícios sistemáticos na aquisição e na distribuição dos materiais.
A redução da geração de resíduos também implica redução dos custos de transporte externo e destinação final.

A prática de circular pela obra visando localizar possíveis "sobras" de materiais (sacos de argamassa, blocos que não foram utilizados, recorte de conduítes com medida suficiente para a reutilização, e etc.),  para resgatá-los de forma classificada e novamente disponibilizá-los até que se esgotem, pode gerar economia substancial. Isso permite reduzir a quantidade de resíduos gerados e otimizar o uso da mão-de-obra, uma vez que não há a necessidade de transportar resíduos para o acondicionamento.


Nos posts seguintes abordaremos mais sobre o assunto.

Até lá!


Para saber mais,
http://www.gerenciamento.ufba.br/Downloads/Manual_Residuos_Solidos.pdf

domingo, 16 de janeiro de 2011

TI, mais uma poderosa ferramenta na Construção Civil


Não é novidade dizer que o setor de construção civil está crescendo a passos largos, também é notável empreendimentos surgindo a todo o momento, porém existem dificuldades em gerenciar os processos para a construção, está faltando gestão tecnológica.

Uma poderosa ferramenta para a decisão das diversas empresas e as que atuam no ramo da construção civil está na tecnologia da informação.

Existem algumas empresas que atuam no mercado de TI oferecendo desde softwares para auxiliar a execução das suas tarefas sem que haja surpresas na hora de entregar os empreendimentos, até consultorias e treinamentos especializados no setor de sistemas de informação, uma delas é a 90 Tecnologia da Informação (90Ti), com o fornecimento de softwares específicos para o segmento de engenharia há 25 anos. Há também muitas outras, porém vamos focar nesta por motivos de concessão de imagem da mesma.




Gustavo Faleiro, gerente de relacionamento da 90ti afirma que existe ainda desconhecimento por parte dos executivos, onde numa abordagem do assunto ele salienta: [...] “a empresa já passou por diversas situações ao longo desses anos, que nos fizeram perceber que existe uma deficiência nessa área, algumas vezes por parte dos fornecedores e outras por parte das empresas usuárias dos sistemas”.  Segundo ele o tema deve ser mais explorado, pois, parte dos executivos das empresas do setor de construção, os mesmo não dão o valor necessário a tais ferramentas de gestão, omissão que pode ser perigosa para a sobrevivência da organização.


Mesmo obtendo os softwares, os funcionários das empresas usuárias do sistema, têm que ser treinadas para operar de maneira a dar bons resultados, o que não acontece com a maioria das empresas contratantes dos produtos e serviços.




De acordo com a entrevista do presidente da empresa CTE (empresa especializada em gestão tecnológica) Sr. Souza, concedida para a 90ti, “As empresas montaram suas estratégias de crescimento, porém não planejaram as atualizações do seu sistema de gestão, necessárias para sua própria sustentação. Temos observado que os níveis de diretoria, gerência e coordenação hoje têm poucos dados para análise e tomada de decisões em tempo hábil, a fim de evitar insatisfação dos clientes e/ou perda de competitividade, e não existem controles que permitem o monitoramento de cada processo, visando atender às metas empresariais”, afirma o engenheiro.


Por este motivo que torna-se vital o conhecimento e a aplicação de novas tecnologias com suas ferramentas de gerenciamento de dados para ajudar no processo de decisão dos executivos, principalmente se tratando de setores tão complexos que envolvem a gerência de recursos humanos e de insumos para a criação de empreendimentos que devem ser entregues em tempo recorde.

Então, sua empresa já pensou em contratar uma empresa especializada em sistema de gestão?


Fica a dica!


Até a próxima!

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Implantação da Gestão de Resíduos (Parte 1)


A Construção Civil é reconhecida como uma das mais importantes atividades para o desenvolvimento econômico e social, e,  por outro lado, comporta-se, ainda, como grande geradora de impactos ambientais, quer seja pelo consumo de recursos naturais, pela modificação da paisagem ou pela geração de resíduos.


Entulho na Construção Civil,
um problema grave.

Buscando descrever como se aplica a gestão de resíduos sólidos nos canteiros de obra para tentar ajudar a esclarecer um pouco sobre esta problemática, a SidusCon-SP no seu manual, propõe as seguintes ações:




Reunião inaugural

Retirado do site Siduscon SP
Tem por objetivo: a apresentação dos impactos ambientais provocados pela falta do gerenciamento dos resíduos da construção e demolição nas cidades; ii) mostrar de que modo as leis e as novas diretrizes estabelecem um novo processo de gerenciamento integrado desses resíduos e quais são suas implicações para o setor da construção civil; iii) esclarecer quais serão as implicações no dia-a-dia das obras decorrentes da implantação de uma metodologia de gerenciamento de resíduos.




Planejamento



Realizado a partir dos canteiros de obra visando: i) levantamento de informações junto às equipes de obra, identificando a quantidade de funcionários e equipes,  área em construção, arranjo físico do canteiro de obras (distribuição de espaços, atividades, fluxo de resíduos e materiais e equipamentos de transporte disponíveis), os resíduos predominantes, empresa contratada para remoção dos resíduos, locais de destinação dos resíduos.





Implantação

Iniciada imediatamente após a aquisição e distribuição de todos os dispositivos de coleta e respectivos acessórios, por meio do treinamento de todos os operários no canteiro, com ênfase na instrução para o adequado manejo dos resíduos, visando, principalmente, sua completa triagem. Envolve também a implantação de controles administrativos, com treinamento dos responsáveis pelo controle da documentação relativa ao registro da destinação dos resíduos.



Monitoramento

Avaliar o desempenho da obra, por meio de check-lists e relatórios periódicos, em relação à limpeza, triagem e destinação compromissada dos resíduos. Isso deverá servir como referência para a direção da obra atuar na correção dos desvios observados, tanto nos aspectos da gestão interna dos resíduos (canteiro de obra) como da gestão externa (remoção e destinação). Devem ser feitas novas sessões de treinamento sempre que houver a entrada de novos empreiteiros e operários ou diante de insuficiências detectadas nas avaliações.




Após a implantação destas ações existem outras seqüências de atividades a serem desenvolvidas para o sucesso da implantação da Gestão dos Resíduos Sólidos propostos pelo Manual da Siduscon-SP .

Nas demais postagens, vamos descrever tais propostas.
Você poderá encontrar as informações clicando nas tags abaixo relacionado com este assunto.



Então até o próximo post.

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TEXTO ADAPTADO, retirado do site:
A Gestão Ambiental de Resíduos da Construção Civil - A experiência do SindusCon-SP; São Paulo, 2005

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